28/12/2021

Publicado em 28.12.21 por

Leituras concluídas em 2021 (Meta Anual)

Esse ano que agora finda me foi bastante produtivo no quesito de leituras. Ao todo, li 25 livros da minha meta anual e ainda pude concluir minha segunda releitura da Bíblia Sagrada, que há tempos já estava em andamento. Incentivado pelo desafio do Skoob, firmei também o propósito de fazer uma breve resenha para cada uma dessas obras no decorrer dos meses que se passaram (com o tempo, irei publicá-las aqui também). 

Nesse meio tempo, também iniciei as atividades desse blog juntamente com meu perfil literário no Instagram, aproveitando as várias resenhas que eu já havia postado no Skoob durante a década passada. Com isso, eu e minha esposa começamos a tirar as fotos necessárias para as postagens, nos divertindo muito na procura por novos ambientes e inspirações que combinassem bem com as temáticas. Apesar de amadoras, cada foto foi tirada com muito carinho e dedicação.

Voltando às leituras de 2021, irei citá-las aqui como sugestão caso alguém tenha interesse. Essa é uma lista bem diversificada que até recebeu algumas alterações vez ou outra, mas representa de maneira idônea minha disposição na busca por obras que trouxessem assuntos e abordagens diferentes na ótica dos mais variados autores. Como todo leitor, tenho lá minhas preferências e isso também influenciou muito nessas escolhas.

Moby Dick (Herman Melville)

Contos do Escritório (Roberto Mariani)

Johnny não morreu (Brother Simion)

O Clube do Suicídio e outras Histórias (Robert Louis Stevenson)

Star Trek: Portal do Tempo (A. C. Crispin)

O Chamado da Floresta (Jack London)

Padre Sérgio (Liev Tolstói)

A Estrela do Sul (Júlio Verne)

Eu Sou a Lenda (Richard Matheson)

Perto do Coração Selvagem (Clarice Lispector)

O Homem que foi Quinta-feira (G. K. Chesterton)

Palmeiras Selvagens (William Faulkner)

Noites Brancas (Fiódor Dostoiévski)

O Último Dia de um Condenado (Victor Hugo)

Os Frutos Dourados do Sol (Ray Bradbury)

O Quinze (Rachel de Queiroz)

A Promessa & A Pane (Friedrich Dürrenmatt)

A Luz da Estrela Morta (Josué Montello)

Primeiro Amor (Ivan Turguêniev)

As Armas Secretas (Julio Cortázar)

Mesa de Vidro (Socorro Costa)

Das Estrelas ao Oceano: Contos de Ficção Científica (H.G. Wells, Jules Verne, H. P. Lovecraft e J. H. Rosny Aîné)

Sete Vidas - Sete Contos Mínimos de Gatos (Heloísa Seixas)

Um Cântico de Natal e outras Histórias (Charles Dickens)

Contos Húngaros (Dezsö Kosztolányi, Gyula Krúdy, Géza Csáth, Frigyes Karinthy)

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24/12/2021

Publicado em 24.12.21 por

As belas nuances do Natal

Como exímio escritor, Charles Dickens conduz muito bem suas histórias de uma maneira que podemos encontrar nelas até elementos que precedem à linguagem cinematográfica (isso é notável sobretudo na novela Um Cântico de Natal). Há quadros tão bem traçados que é impossível não imaginarmos certas cenas com uma riqueza ímpar de detalhes. Vale destacar também que a maior parte dos enredos apresenta questões sociais em passagens que denunciam a triste condição de pobreza que já assolava os menos favorecidos naquela época (quesito este bastante abordado pelo autor em várias de suas obras).

Como era de se esperar, as festividades de Natal são o pano de fundo de todas as oito histórias presentes nesse volume, mas isso não torna a temática desgastada durante a leitura, até porque Dickens sabe dar um tratamento distinto para cada conto. Seja em narrativas com influências fantásticas ou simplesmente nos relatos de confraternizações natalinas, passeamos naquilo que há de mais interessante no gênero, mesmo que em alguns momentos o autor exagere um pouco na carga melodramática.

Incisivamente, Dickens consegue nos transmitir a alegria pura e memorável do Natal de um jeito tão encantador quanto reflexivo. É como se estivéssemos ao pé da lareira, numa véspera natalina, atentos à sua voz enquanto ele nos conta uma de suas histórias. Com certeza, não há melhor forma de se comemorar uma data tão emblemática assim que não seja em contato direto com as velhas e saudosas tradições do passado.

Destaques: 

A História dos duendes que raptaram um coveiro
Um Cântico de Natal em prosa 
O Homem possesso e o pacto com o Fantasma

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22/12/2021

Publicado em 22.12.21 por

Engenhosidade divertida


Essa foi minha primeira experiência com uma obra de Agatha Christie e posso afirmar que foi bem satisfatória. Comecei sem esperar por uma trama "psicologicamente densa", até porque já imaginava que a leitura seria leve e descontraída (o que realmente foi). Não que um romance policial não possa ser fortemente complexo na construção de seus personagens e narrativa, mas em se tratando de Agatha, creio que a proposta é justamente trazer uma história que, mesmo sendo repleta de mistérios, não se torne muito extensa e que sirva mais como uma leitura recreativa (apesar de certamente também existir elementos críticos/sociais que mereçam destaque em muitas de suas obras).

Considero Assassinato no Expresso do Oriente bastante engenhoso e com um final bem inesperado. A fórmula apresentada no enredo pode parecer "clichê" para o leitor contemporâneo, até porque o estilo utilizado já foi demasiadamente explorado pela indústria cinematográfica e outros livros do gênero policial. No entanto, aqui a autora usa tal receita com muita originalidade e maestria, sem nunca perder o fio da meada.

Assim como outros escritores que tiveram uma prolífica produção literária, Agatha Christie pode ter tido seus altos e baixos, mas certamente, esta se encontra entre suas melhores obras.

Obs: Se você nunca leu nenhum livro de Agatha que traga Poirot como protagonista, aconselho a começar por O Misterioso Caso de Styles, o qual narra a primeira aparição do famigerado detetive.


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20/12/2021

Publicado em 20.12.21 por

Livros adquiridos no final de 2021


Esse final de ano superou minhas expectativas quanto ao número de livros adquiridos. A princípio, esperava conseguir no mínimo uns dois exemplares na Black Friday, mas os cupons de desconto, juntamente com alguns vale-presentes que ganhei na Ipsos iSay e na Lifepoints, favoreceram bastante minha cesta de compras. Além do mais, os preços de vários títulos haviam caído muito em relação ao preço de capa, isso sem contar com o frete grátis disponível. A seguir, irei listar as obras que obtive no fim de 2021, incluindo uma cortesia que ganhei num sorteio do Skoob.

Contos (Jack London)

Eu já havia falado em outra publicação sobre a aquisição de um pequeno volume de contos do autor, no entanto, percebi depois que aquela coletânea não incluía duas das histórias que eu procurava: "O mexicano" e "Fazer uma fogueira". Quando encontrei um exemplar seminovo que tinha esses contos por apenas R$ 4,90 não pude deixar a chance passar.

O Dorminhoco (H.G Wells)

Recentemente, eu havia lido dois contos apocalípticos de Wells e gostado bastante, por isso, decidi arriscar também nesta distopia. Na época em que ela saiu numa edição inédita pela Carambaia fiquei deveras interessado, mas desisti devido ao alto preço do box. Contudo, de forma inesperada, a editora Principis veio lançar esse mesmo título agora em 2021 e com um preço bastante módico.

Amor e Guerra em Canudos (Lourenço Cazarré)

A Guerra de Canudos sempre me fascinou desde a época do Ensino Fundamental e era um dos meus assuntos preferidos nas aulas de história do Brasil. Para minha surpresa, no início de novembro, ganhei uma excelente cortesia do Skoob que aborda justamente esse tema. Trata-se de uma ficção inspirada nesse famigerado conflito e que envolve a disputa de dois rapazes pelo coração de uma jovem chamada Maria Guilhermina.

A Cor Púrpura (Alice Walker)

Quando assisti à adaptação estrelada por Whoopi Goldberg, não sabia que o filme havia sido inspirado no livro homônimo. Esse logo entrou pra minha lista de desejados, ainda mais, por me interessar pela sua temática, que trata de racismo e escravidão na região sulista dos EUA na primeira parte do século passado. 

Velas Escarlates (Alexander Grin)

Comprei esse livro numa promoção e por mera curiosidade, induzido pelo fato de ele ser um clássico russo moderno. A sinopse apresenta uma história romântica aparentemente ingênua, mas me atraiu pelo contexto histórico no qual ela foi escrita. 

Meridiano de Sangue (Cormac McCarthy)

Esse clássico norte-americano estava esgotado faz um bom tempo e dificilmente era encontrado em sebos. Agora, com o relançamento feito pela Alfaguara, muitos poderão ter acesso a esta impactante obra, a qual pelo que já pude perceber, ainda causa assombro e receio em muita gente. Ainda não li nada do McCarthy, mas esse livro promete ser uma leitura visceral e marcante. 

Norte e Sul (Elizabeth Gaskell)

A contemporânea das irmãs Brontë foi uma das descobertas que fiz enquanto procurava saber mais a respeito da literatura Inglesa do século XIX. Seu livro mais aclamado foi minha primeira opção para começar a conhecer sua obra. Neste romance, há várias referências à Revolução Industrial, além de uma forte ênfase nos conflitos entre empregadores e trabalhadores da época.

Seis contos da era do Jazz e outras Histórias (F. Scott Fitzgerald)

Conheci Fitzgerald quando li O Grande Gatsby há alguns anos e depois disso fui atrás de outros dois romances dele a fim de explorar mais do autor posteriormente. Contudo, faltava na minha estante alguns de seus famosos contos e essa coletânea veio na hora certa pra suprir essa lacuna.

Thérèse Desqueyroux (François Mauriac)

Esse título foi um dos mais cobiçados da Cosac depois que a mesma encerrou suas atividades (até onde sei, a única edição brasileira que existia por aqui era aquela da coleção Prosa do Mundo). Muitos colecionadores se desesperaram, mas fiquei na expectativa de que outra editora relançasse a mesma tradução dessa obra (feita pelo célebre Carlos Drummond de Andrade). Para nosso contentamento, a José Olympio fez isso em 2019, ainda que de forma simples, mas caprichada.

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16/12/2021

Publicado em 16.12.21 por

Relações implacáveis

Wuthering Heights pode até ser deprimente e melancólico em boa parte, mas a leitura não se torna desinteressante por causa disso, ao contrário, seus personagens são tão controversos que chamam atenção pela complexidade de seus gênios. Heathcliff, Catherine, Hindley e todos os outros integrantes da história são plausivelmente humanos, formando um panorama bastante convincente que poderia muito bem ter acontecido na vida real. Toda sequência de episódios envolvendo os Earnshaw e os Linton é um retrato perfeito das crises familiares em seu estado mais mordaz e altivo, assim como das consequências resultantes de qualquer atitude nefasta cultivada dentro do seio familiar.

Quanto às questões preconceituosas abordadas no livro, as mesmas não estão lá para fazer apologia à discriminação racial/social, mas sim como alerta contra tais mazelas, uma vez que a autora mostra os efeitos nocivos causados pelas mesmas e como isso afeta a convivência até mesmo nos círculos mais íntimos.

No fim de tudo, as intenções de Heathcliff podem facilmente ser classificadas como doentias, ainda que o mesmo possa ter lá suas "razões" de vingança. Cathy também demonstra diversas atitudes de caráter duvidoso em muitas passagens, o que expõe sempre seus conflitos como uma ferida aberta que não quer cicatrizar. É bom notar que Brontë deixa certas "entrelinhas" em algumas partes, ficando à critério do leitor a interpretação das ambiguidades presentes na obra. Esta seria então uma história de amor? Talvez, mas não a leia esperando um "romance açucarado" aos moldes de Hollywood. Aguarde somente pelo choque de realidade que a trama pode lhe causar.


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14/12/2021

Publicado em 14.12.21 por

Excelente tema, pouco aproveitamento


A trama de No Mar possui um ótimo pano de fundo (paternidade e viagem marítima foi uma excelente junção), no entanto, a narrativa parece perder o ritmo em várias partes, o que não é compensado nem mesmo com a leve prosa de Heijmans. Ao longo do livro tentei sentir empatia pelo protagonista, mas confesso que não consegui me ater a quase nenhum de seus sentimentos, ainda que os mesmos fossem razoavelmente críveis.

Creio que o autor poderia ter explorado um pouco mais a temática apresentada, uma vez que o texto passa uma visão um tanto rasa do ponto de vista do narrador em primeira pessoa (confesso que esperava mais densidade psicológica da parte de Donald). O final abrupto também deixou a desejar, dando a impressão de que faltou algo no último capítulo. Ainda assim, esse é um bom livro para ser apreciado sem muitas pretensões.


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12/12/2021

Publicado em 12.12.21 por

Cotidiano Revelador

Histórias que retratam as minúcias óbvias do cotidiano são excepcionais para mim, principalmente, quando trazem pequenas epifanias que são manifestas em coisas que muitas vezes passam desapercebidas aos nossos olhos. Os contos de João Carrascoza trazem um aspecto familiar delicioso que nos transportam àquelas situações vividas com parentes e amigos em experiências simples do dia a dia. São acontecimentos aparentemente banais, mas que se revelam com um caráter "descobridor" na escrita de Carrascoza. 

Me identifiquei praticamente com todas as narrativas desse volume e me peguei refletindo diversas vezes sobre o quanto os breves momentos da vida nos trazem preciosas lições que nem sempre são aproveitadas, lições estas que nos ajudariam a entender melhor o mundo e encarar a realidade de uma forma muito mais agradável.

Destaques:
O Vaso Azul
Travessia
Dias Raros

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10/12/2021

Publicado em 10.12.21 por

Algumas músicas internacionais que fazem referências literárias

Semelhante à última postagem feita sobre o assunto, irei mencionar a seguir 5 músicas que fazem alusões à obras literárias, mas dessa vez, serão composições internacionais em língua inglesa.

Wuthering Heights (Kate Bush)
O maior sucesso de Kate Bush é baseado no clássico O Morro dos Ventos Uivantes. A letra da canção faz referências diretas ao livro de Emily Brontë, usando até mesmo várias falas da personagem Catherine Earnshaw.


1984 (David Bowie)

A inspiração dessa música veio da distopia homônima de George Orwell e a letra aborda justamente a questão do controle feito pelo sistema. Bowie, inclusive, tinha o propósito de criar um musical baseado nessa obra, porém a viúva do autor não liberou os direitos para adaptação.



For Whom The Bell Tolls (Metallica)
A letra dessa música foi baseada no romance Por Quem os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway. Tal como o livro, ela apresenta uma crítica ao horror e futilidade da guerra. 


Tom Sawyer (Rush)
A banda canadense fez uma analogia interessante ao relacionar o protagonista do famoso romance de Mark Twain com a figura do rebelde moderno. De acordo com o baterista Neil Peart, a letra também fala sobre como reconciliar o garoto e o homem dentro do indivíduo.


The Rocket Man (Elton John)
Baseada no conto de mesmo nome (presente na coletânea O Homem Ilustrado, de Ray Bradbury), essa canção narra a história de um astronauta que viaja rumo à Marte, deixando para trás sua família na Terra.

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08/12/2021

Publicado em 8.12.21 por

O peso da culpa numa mente criminosa


De forma excepcional, Dostoiévski perscruta a alma humana com ampla visão de alcance. A intensidade emocional e psicológica de Crime e Castigo é uma experiência única, capaz de mudar para sempre a perspectiva crítica do leitor. A cadeia de acontecimentos da trama é muito coesa, permanecendo firme mesmo em meio aos longos diálogos entre os personagens, diálogos esses que enriquecem a narrativa em todos os pontos possíveis. A imersão que esta obra me proporcionou me fez sentir cada emoção e pensamento dos personagens de maneira tão forte que fiquei perplexo por dias. Realmente, não é à toa que Dostoiévski é um dos maiores escritores da história.

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06/12/2021

Publicado em 6.12.21 por

Frankenstein em sua forma original

Confesso que antes de ler este romance possuía uma ideia completamente diferente dele. Vi logo que isso era fruto dos anos de influências das adaptações cinematográficas que Frankenstein sofreu no decorrer do último século. Fiquei surpreendido quando pude constatar que a história original era muito diferente dos filmes (e animações) inspirados na obra. Considero, inclusive, o livro muito superior em todos os aspectos, principalmente, pelo fato de o protagonista ser o próprio Dr. Frankenstein (revelando suas crises e temores), e não o monstro criado por ele. A propósito, a narrativa é bastante profunda e até mesmo filosófica, não sendo em nenhum momento enfadonha como já ouvi muita gente dizer. As relações entre transgressão e culpa são pontos muito bem trabalhados na trama, assim como as consequências decorrentes das atitudes de Victor. É certo que muitas passagens possuem uma atmosfera até deprimente, mas isto faz parte do contexto da história e não é algo que possa ser considerado incômodo ou apelativo.

Além das críticas ao cientificismo e à sociedade do século XIX, a obra também tem muito a dizer a respeito da própria essência da natureza humana em confronto com os medos criados por nós mesmos. Ainda assim, cabe ao leitor descobrir quais elucidações lhe virão à tona durante sua análise de Frankenstein, pois este é um clássico que vai além das inúmeras releituras que a obra recebeu, não se limitando apenas a um tipo de interpretação.

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04/12/2021

Publicado em 4.12.21 por

Dicas de Contos #3

Dando prosseguimento à nossa série de dicas, irei continuar diversificando os estilos e autores sugeridos. Alguns contos fogem de obviedades, mas são igualmente icônicos em sua forma de abordar temas interessantes e reflexivos.

A Cartomante (Machado de Assis) - Onde encontrar: existem dezenas de antologias que trazem esse famoso conto do Machado, mas vou indicar aqui a edição da SESI-SP por ela apresentar um tratamento caprichado para essa obra. Você também pode ler este conto online, já que ele está em domínio público.

Um Artista da Fome (Franz Kafka) - Onde encontrar: Um Artista da Fome / A Construção (Cia das Letras); Blumfeld, um solteirão de mais idade e outras histórias (Civilização Brasileira).

     

✔ Noite de Natal (Nikolai Gógol) - Onde encontrar: O Capote de outras histórias (Editora 34). Você também pode baixar esse conto numa amostra gratuita disponível nesse link.

✔ A Mosca (Katherine Mansfield) - Onde encontrar: 15 Contos Escolhidos (Record); Contos: K. Mansfield (Cosac Naify).

     

✔ O Vasto Mundo lá Fora (Ray Bradbury) - Onde encontrar: Os Frutos Dourados do Sol (Francisco Alves / Círculo do Livro).

    
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02/12/2021

Publicado em 2.12.21 por

Mestre da Ficção Científica

Isaac Asimov possuía uma facilidade enorme em escrever histórias de ficção científica sem ser piegas ou óbvio demais na construção de enredos e personagens. Mesmo hoje, seus contos soam autênticos o bastante para não caírem no esquecimento e sua influência continua forte na cultura pop. Todas as nove histórias presentes nesta obra demonstram o quanto Asimov estava à frente de seu tempo não somente quanto à concepção de muitos avanços tecnológicos, mas também no tocante à evolução do comportamento humano em meio a tais inovações. Algumas ideias utilizadas pelo autor podem até parecer "clichê" para o leitor contemporâneo (tão acostumado aos "modismos" de Hollywood), mas devemos levar em conta também a época em que esse livro foi escrito, assim como a perspectiva de futuro que a maioria das pessoas tinham até a metade do século XX. Enfim, esta é uma leitura recomendada principalmente para quem ainda não teve nenhum contato com as obras de Asimov, pois aqui se encontram certas bases fundamentais para se compreender o universo criado pelo mesmo.

Destaques:
Robbie
Andando em círculos
Evidência


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27/11/2021

Publicado em 27.11.21 por

Uma pequena novela que surpreende

Em poucas páginas, Conrad consegue fazer o que muitos escritores não fazem em mil! O Passageiro Secreto é uma pequena novela que traz suspense, cumplicidade e precisão sem ter que apelar para clichês e redundâncias narrativas. Uma prova de que para surpreender o leitor, tamanho nem sempre é documento. Outro elemento interessante presente aqui é o "tema do duplo", o qual é bem trabalhado pelo autor na figura do capitão do navio em contraste com o náufrago resgatado.

Obs: Em outras edições, esse livro pode ser encontrado com o título de "O Companheiro Secreto"

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25/11/2021

Publicado em 25.11.21 por

Introspecção


Me vejo. Se não me entendo, muitas vezes acabo me escondendo dentro de mim.

Me questiono. Perguntas acabam não sendo nada mais do que questionamentos vazios e sem respostas. 

Me avalio. Será que estou realmente usando meu tempo de forma sábia aqui nessa Terra?

Me acho. Creio que minha jornada ainda irá revelar vários porquês, mas também manterá silêncio naquilo que não devo saber.

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23/11/2021

Publicado em 23.11.21 por

A carreira de um artista cristão e seus bastidores

Antes de tudo, é preciso frisar que para se ter um bom entendimento deste livro é necessário primeiramente compreender o período em que o mesmo foi escrito, assim como todo contexto cultural que envolveu as igrejas evangélicas durante as décadas de 80/90. É óbvio que certas informações apresentadas na obra já são consideradas "datadas", como o fato de a maioria dos cantores cristãos na época dependerem mais da vendagem de álbuns físicos para seu sustento do que de cachês e/ou ofertas. Outro ponto peculiar também seria a predominância das gravadoras evangélicas e suas formas de atuação no mercado fonográfico brasileiro, quadro que mudou bastante nos últimos anos, uma vez que praticamente quase todos os selos desse nicho já foram extintos e boa parte dos artistas cristãos lançam seus trabalhos de forma independente hoje em dia nas plataformas digitais. 

Ficando a par destes pormenores, não há estranhamento algum na leitura, até porque o autor é bastante simples e objetivo em sua proposta de abordar sobre a relação "cantores/igreja" em contraste com o sucesso da música cristã nas mídias (com exceção da internet, que ainda "engatinhava" na época).

Sérgio é bem prático ao tratar de assuntos delicados e polêmicos que envolvem "o sucesso e o altar", assim como de suas experiências pessoais na área. Seu posicionamento corresponde ao padrão biblicamente usado em quase todas as igrejas evangélicas e não foge dos limites convencionais. Os relatos autobiográficos no decorrer dos capítulos ainda dão um toque bastante interessante, trazendo curiosidades sobre o Poeta da música evangélica desde o início de sua carreira no grupo carioca Altos Louvores até sua entrada no cast da gravadora Line Records.

No demais, resta uma pequena ressalva quanto à postura do autor a respeito do rock como estilo musical a ser usado nas igrejas. A opinião de Lopes poderia até soar contraditória, uma vez que ele tece diversas críticas negativas ao estilo, mas depois, acaba citando bandas como Catedral, Katsbarnea e Oficina G3 em uma lista de homenageados no capítulo final. No entanto, percebe-se que o autor se refere mais ao extremo exagero e irreverência usados por muitos músicos no tocante à estética e comportamento baseados em artistas não cristãos, o que, inevitavelmente, ainda causa escândalo na maioria das congregações cristãs brasileiras.

Por fim, este é um livro que informa ao mesmo tempo em que alerta sobre as diversas problemáticas inerentes ao ministério de louvor dentro e fora da igreja. Recomendo a leitura não somente aos admiradores do cantor Sérgio Lopes, como também àqueles que queiram conhecer um pouco mais sobre o tema.


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19/11/2021

Publicado em 19.11.21 por

Quase lá, Katherine Mansfield...

A princípio, imaginei que iria me identificar com Katherine Mansfield da mesma forma como gostei de Clarice Lispector, no entanto, não foi bem assim. Apesar dos contos de Katherine serem muito bem escritos e de toda minha atenção dada à leitura, só consegui apreciar metade dessa coletânea. Talvez, eu não tenha me entregado o suficiente ou então, criei expectativas demais a respeito dos contos. Sempre gostei de narrativas que exploram o fluxo de consciência ou abusam de digressões, no entanto, com Mansfield, a experiência não foi complemente satisfatória. De qualquer maneira, não deixo de indicar a obra da autora, pois minha perspectiva inicial sobre a mesma não desqualifica em nada o significativo trabalho dela. Futuramente, ainda pretendo conhecer outros de seus contos e reler alguns a fim de reavaliar minhas impressões.

Destaques:
Na Baía
A casa de bonecas
As filhas do falecido coronel

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17/11/2021

Publicado em 17.11.21 por

Livros de bolso: compactos, mas precisos

Algumas pessoas podem não gostar deles, mas não se pode negar a praticidade e economia que os livros de bolso oferecem. Ainda que nem sempre sua diagramação seja confortável, é certo que esse formato já quebrou (e ainda quebra) o galho de muitos leitores por aí. 

Existem diversas edições pocket no mercado, mas irei citar em seguida aquelas que possuem mais abrangência na minha biblioteca por uma questão de gosto pessoal mesmo.

Zahar (Clássicos de bolso)
Essa série possui uma proposta mais voltada ao padrão de luxo, com capa dura e acabamento mais robusto. Um exemplar desses (dependendo às vezes do volume) custa um pouco mais que uma versão brochura comum.

L&PM pocket
A editora gaúcha é a que mais lançou livros nesse formato aqui no Brasil, totalizando mais de mil títulos publicados. A diversidade de seu catálogo é enorme e em termos de preço é o que mais sai em conta para o consumidor.

Companhia de Bolso (Cia das Letras)
O maior grupo editorial do país não poderia deixar de ter seus exemplares pocket também. Suas capas são simples e sem orelhas, mas com qualidade de papel superior. Geralmente, são obras já lançadas antes em tamanho normal e que só depois ganharam a versão de bolso.

Hedra  
De todos, creio que os livros de bolso da Hedra sejam os menores em tamanho, no entanto, isso não afeta a qualidade de seus exemplares. Seu projeto gráfico é simples, mas arrojado e de muito bom gosto. Sua coleção abrange desde contos e novelas até poemas, ensaios e peças.

Martin Claret
A editora reformulou todo seu catálogo nos últimos anos, dando sempre prioridade às edições de bolso com preços bastante acessíveis e novas traduções. As capas de suas edições brochura possuem orelhas e há agora uma série pocket de luxo também para os leitores mais exigentes.

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15/11/2021

Publicado em 15.11.21 por

Personagens notáveis e inesquecíveis

É incrível a capacidade de Dickens em criar personagens marcantes e distintos de maneira tão formidável! Pip, Estella, Senhorita Havisham, Abel Magwitch… todos são tão humanos que parecem ter saído da vida real. O tratamento que o autor dá a cada um deles é de uma destreza ímpar, delineando bem seus sentimentos, relações e conflitos pessoais. A ambientação de toda história também é igualmente caprichada, sempre feita de maneira muito concisa. 

Grandes Esperanças é um romance atemporal, que perpassa todos os limites possíveis para uma excelente obra prima. Recomendo a leitura deste clássico na tradução de Paulo Henriques Britto, cuja fluidez e notas explicativas são as melhores que vi até agora em língua portuguesa.


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13/11/2021

Publicado em 13.11.21 por

Se aventurando nos EUA do século XIX

"O Testamento de um Excêntrico" foi uma das últimas obras de Jules Verne a serem traduzidas para o português e uma das mais misteriosas no que diz respeito a supostas "mensagens cifradas" escondidas pelo autor em suas histórias. Independente de quaisquer teorias, o livro possui uma ideia completamente original para a época, pois nele Verne "preveu", de certa forma, os Reality Shows e toda fixação em torno desse tipo de entretenimento. A competição dos sete participantes do "Nobre Jogo dos Estados Unidos" é acirrada em cada capítulo, trazendo desafios e reviravoltas inesperadas para cada personagem, sendo impossível que o leitor não torça para algum deles em certos momentos.

Assim como nas outras obras de Jules Verne, esta também é repleta de detalhes geográficos no decorrer da trama, o que às vezes, pode tornar a leitura um pouco vagarosa, porém, com vislumbres únicos de diversas peculiaridades regionais dos EUA no final do século XIX. Quanto à edição especial da Carambaia, a mesma é um primor e surpreende pela qualidade das fotografias, mapas (que contextualizam várias referências sobre os lugares descritos nas aventuras), notas explicativas e acabamento. Sem dúvida, uma das melhores e mais maduras narrativas do visionário autor francês.


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11/11/2021

Publicado em 11.11.21 por

Cinco pequenas (grandes) obras para se iniciar na literatura russa

Quando se trata dos clássicos russos, geralmente, vejo pessoas com certa aversão ou desconfiança em relação aos mesmos, dizendo sempre que os tais "possuem uma linguagem muito complexa" ou "truncada" demais pra se compreender logo numa primeira leitura. Ainda que algumas obras sejam mesmo bem mais densas e exijam bastante do leitor (vide "Os Irmãos Karamazov", por exemplo), não podemos achar que isso as desqualifique. 

Os russos sempre foram excepcionais em sua escrita, abordando de forma incisiva os mais variados temas recorrentes ao homem e seus dilemas existenciais, além dos desdobramentos resultantes desses impasses. Pensando nisso, escolhi cinco sugestões de excelentes livros da literatura russa para você que ainda não teve contato com esse universo. 

A Morte de Ivan Ilitch (Liev Tolstoi)

É surpreendente como Tolstoi conseguiu escrever uma novela tão impactante em tão poucas páginas. Esse livro é um verdadeiro "soco no estômago" e conduz o leitor a questionar suas próprias escolhas feitas durante a vida. Elas valeram a pena? Eram aquilo que eu realmente deveria ter optado? 

Noites Brancas (Fiódor Dostoiévski)

Até onde sei, este seria o livro menos "denso" do Russo dos russos. A história se passa em apenas quatro dias e envolve longas conversas entre dois personagens que tentam encontrar consolo um no outro em meio a dúvidas a respeito do amor e da vida.

A Estepe (Anton Tchekhov)

O relato de uma simples viagem é visto de uma forma bastante peculiar nessa obra. Enxergamos tudo através da perspectiva de um garoto, que em toda sua singularidade, analisa a natureza à sua volta juntamente com as pessoas que vão passando por ele durante essa jornada. 

O Capote (Nikolai Gogol)

Esse é um conto que aborda mazelas sociais em meio à indiferença e hipocrisia humana. Narra a história de um solitário funcionário público, chamado Akakiévitch, que passa por situações difíceis que giram em torno da aquisição e roubo de seu capote novo. 

Primeiro Amor (Ivan Turgueniev)

Essa breve história narra a primeira experiência amorosa de um personagem chamado Vladimir Petrovich. Na luta para obter o amor de sua vizinha Zinaida, ele enfrenta muitos embaraços e verá que as coisas não serão bem da forma como ele deseja.

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07/11/2021

Publicado em 7.11.21 por

Uma obra enigmática e primorosa

A prosa gótica de Edgar Allan Poe surpreende do início ao fim: é envolvente, instigante e muitas vezes, até perturbadora! Poe sempre gostou de utilizar diversas referências literárias para enriquecer seus contos, o que acaba dando um efeito mais abrangente à narrativa. A intertextualidade do autor acrescenta valores que perpassam desde o latim, inglês, francês até as antigas obras clássicas. Cada narrativa apresenta um conjuntos de características marcantes que imergem o leitor em um mundo repleto de enigmas e mistérios.

Se alguém ainda acha que Poe apenas usava temáticas mórbidas e maléficas de maneira estritamente gratuita, é porque não entendeu a fundo as minúcias de sua obra. O mal discorrido pelo autor não é pintado sob um viés de glamour e nem muito menos é tido como uma coisa a ser admirada. Além de explorar as várias facetas da maldade, Poe também envereda em questões sobrenaturais e nos complexos arcanos da mente humana.

Sobre essa edição da Tordesilhas, a mesma poderia ter sido melhor ainda se trouxesse todos os contos do autor reunidos apenas neste volume (o que não seria dificuldade, uma vez que já existem edições completas assim no exterior). A tradução de Cássio de Arantes Leite é uma das melhores já feitas aqui no Brasil, isso sem falar nas ilustrações de Harry Clarke, que dão um toque especial para algumas cenas importantes dos contos.

Destaques:

O Gato Preto
O Poço e o Pêndulo
A queda da casa Usher
A Máscara da Morte Vermelha
Os Assassinatos da Rua Morgue

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05/11/2021

Publicado em 5.11.21 por

Realidade mutante

A narrativa de Schultz é repleta de descrições etéreas que fazem a realidade "saltar" aos nossos olhos. É como se o autor dissecasse o objeto e a ideia ao ponto de vermos nas "entranhas" a essência daquilo que está sendo observado em suas memórias. É algo transcendente e ao mesmo tempo surreal, onde cores e sensações tem sempre algo novo a revelar. Como uma imagem da existência "estendida por vários trajetos ramificados" assim é a visão de Bruno Schultz quanto ao mundo que nos rodeia. A atmosfera onírica do conto Sanatório sob o Signo da Clepsidra me deixou perplexo e se tornou um dos meus favoritos do Realismo Fantástico.


Destaques:

Lojas de canela

A rua dos Crocodilos

Sanatório sob o signo da clepsidra

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03/11/2021

Publicado em 3.11.21 por

Reencontro

Ao som de uma descontraída balada, ele dançava alegremente tendo apenas o seu gato de estimação como espectador. Lá fora a chuva se unia àquele momento ímpar de singularidade, onde nada mais parecia lhe preocupar. Os segundos se esvaíam como gotas de uma torneira semiaberta, transcorrendo lentamente numa sucessão de infindáveis caídas. Seu ser estava em paz. Ele havia se encontrado novamente.

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01/11/2021

Publicado em 1.11.21 por

Um alerta bem dado

O clima penoso e melancólico de Pawana é capaz de deixar o leitor com um "nó na garganta". É uma leitura inquietante, mas creio que essa foi a intenção do autor a fim de transmitir sua mensagem de alerta sobre o quanto a crueldade humana contra a natureza pode ser nociva. A narrativa aborda a terrível caça às baleias no século XIX e foi inclusive inspirada na história real de um navegador da época que veio a se arrepender depois de ter participado de tamanho massacre. No final, a indagação "como alguém pode matar o que ama?" fica martelando na cabeça, nos deixando uma contundente reflexão. Esse é o primeiro livro de J.M.G. Le Clezio que leio, e de cara, já gostei do autor. Excelente prosa em uma abordagem objetiva a respeito de um assunto tão imprescindível como a preservação do meio ambiente.

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28/10/2021

Publicado em 28.10.21 por

A busca por uma meta inalcançável

É fato que nem todo mundo consegue se identificar com as obras de Kafka. Seu estilo enigmático deixa muitos leitores desavisados confusos e frustrados, uma vez que o autor não segue conceitos clichês aos quais a maioria das pessoas hoje em dia está tão acostumada.

Quem espera que o O Castelo apresente tramas óbvias e finais felizes certamente se decepcionará, mas aqueles que buscam uma leitura profundamente singular e reflexiva irão se deleitar com cada elemento da história. Realmente, o enredo consegue ser tão "labiríntico" que incomoda mesmo o leitor, deixando-o aflito e apreensivo muitas vezes, mas tal preço tem a sua recompensa, ainda que a leitura se torne um pouco lenta.

É interessante notar que muitas passagens do livro parecem ter saído de alguma experiência onírica, o que oferece uma áurea excepcional à obra. Conforme a interpretação do leitor, os personagens também podem figurar como alegorias distintas, cada qual sendo uma peça-chave deste intrigante quebra-cabeças, colocando a história sob diversas perspectivas inconclusivas. Mesmo sendo esta uma obra "inacabada", fiquei imaginando se o Castelo exerceria alguma influência mística sobre a aldeia ou se tudo não passava de um mero sonho criado pela mente obsessiva de K. No fim das contas, O Castelo continuará para sempre misterioso e inatingível.


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26/10/2021

Publicado em 26.10.21 por

Meus sebos favoritos

Em todos esses anos de garimpeiro virtual de livros usados, tive inúmeras experiências com os mais variados sebos e alguns ficaram marcados não só pelo bom atendimento como também pela variedade de títulos e preço convidativo. Comprando de sebos pude encontrar edições que já estavam esgotadas há anos, além de ter economizado bastante uma vez que conseguia até exemplares seminovos por uma pechincha.

Com base nisso, decidi fazer uma pequena lista com 5 dos meus sebos preferidos e indicá-los pra quem desejar conhecer boas opções nessa área.

Sebo do Formiga
Com postagens super criativas, a equipe do sebo do Formiga tem se destacado por sua atividade constante e divertida no Instagram, fazendo também ótimas promoções periodicamente em seu bazar virtual.
https://instagram.com/sebodoformiga 

Traça Livraria
A livraria Traça é um dos sebos com preço mais barato de frete, além de oferecer um programa de fidelidade mediante cashback com o desconto dado na hora da compra (o percentual de desconto é calculado a partir do histórico recente de compras do cliente). Seu catálogo possui os mais diversos gêneros organizados de forma detalhada em seu sistema de busca. 
https://traca.com.br/

Pacobello
O Sebo Pacobello é outra excelente opção, sendo um dos pioneiros no diferencial de atendimento via WhatsApp, onde o cliente pode pedir mais informações a respeito do livro procurado. Se a edição que você procura não estiver em estoque, há uma ferramenta de aviso que poderá lhe enviar um lembrete assim que o exemplar estiver disponível.
https://pacobello.com.br/

Sebo do Messias
Há 50 anos no mercado, o Sebo do Messias se adaptou para a era digital e mantém um grande acervo disponível em seu site, o qual possui uma boa organização distribuída em diversas categorias.
https://sebodomessias.com.br/

O Sebo Cultural
Se destacando principalmente na região Nordeste, O Sebo Cultural dispõe de várias formas de pagamento e mais de 300 mil títulos catalogados. O site disponibiliza ainda um formulário onde o cliente pode solicitar mais informações sobre o exemplar de seu interesse. Pra quem mora em João Pessoa existe a opção de entrega à domicílio.
https://lojasebocultural.com.br/




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24/10/2021

Publicado em 24.10.21 por

Uma viagem pelos olhos de uma criança


Um, Dois e Já é uma noveleta bastante introspectiva que nos remete às mesmas sensações e perspectivas que todo adulto já teve quando criança ao participar de alguma viagem em família. A história toda é apresentada através do fluxo de consciência de uma garotinha, com suas divagações em foco durante todo decorrer do episódio.

A narrativa é leve e nos faz perceber uma riqueza de detalhes naquilo que poderia ser rotulado apenas como um mero relato de férias de verão. Apesar do final quase abrupto, considero a leitura desta obra bem agradável e satisfatória.


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22/10/2021

Publicado em 22.10.21 por

Livros adquiridos (set/out 2021)

Há alguns meses, eu havia dado um tempo na compra de livros, tanto por questões financeiras como por falta de espaço. Desde então, vendi alguns exemplares que não me interessavam mais ou que eram repetidos, além de trocar outros. Após alguns reajustes, consegui ainda liberar uma prateleira e reservar esse espaço para alguns livros que comprei recentemente em ótimas promoções na internet. E são justamente estes que irei citar a seguir:

 O Grande Divórcio (C.S. Lewis)

Pretendia adquirir essa icônica obra do Lewis já na época em que havia apenas a edição da Martins Fontes (com o título de "O Grande Abismo"). Como o preço era sempre salgado e quase não encontrava ele disponível em estoque nas lojas, acabei deixando pra lá. Com os lançamentos que a Thomas Nelson Brasil tem feito de Lewis ultimamente, vi uma nova chance de consegui-lo e aproveitei logo quando ele teve um bom desconto nas Americanas.

 Uma Fábula (William Faulkner)

Esse foi um dos relançamentos que mais aguardei nesses últimos anos. Cheguei até a enviar algumas mensagens para editora Nova Fronteira pedindo pela reedição desse livro. Por pouco, não comprei a edição antiga ainda disponível nos sebos, mas preferi ser paciente e esperar. As editoras brasileiras deveriam arriscar mais nas obras de Faulkner.

 Orgulho e Preconceito (Jane Austen)

Confesso que a princípio, já faz uns anos, eu tinha certo preconceito com Jane Austen por achar que seus romances poderiam ser algo muito "açucarado" ou clichê demais (ainda bem que me enganei quanto a isso). Hoje compreendo sua importância e agora a autora está na minha lista de prioridades para aquisições futuras de outras obras.

 O Retorno do Nativo (Thomas Hardy)

Me cobrava por nunca ter conseguido nada do autor inglês. Pensei primeiramente na edição da Pedra Azul, mas o preço da mesma nunca me fora atraente. Quando encontrei a edição capa dura pela Martin Claret por apenas R$ 20,00 foi um achado e tanto! Apesar de muita gente ainda desconfiar da qualidade das traduções da editora, pelo que tenho acompanhado na última década, ela melhorou bastante nesse quesito e já é digna de confiança.

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20/10/2021

Publicado em 20.10.21 por

Uma jornada épica pela antiga Rússia

Diferente da maioria das obras de Verne, Miguel Strogoff não apresenta inovações tecnológicas ou grandes descobertas científicas. É um romance ambientado em circunstâncias que exploram mais os aspectos peculiares da narrativa clássica de aventura, com um herói modelo que precisa enfrentar vários obstáculos até alcançar seu objetivo principal. Por não ser uma história tão popular como outros títulos consagrados do autor, a mesma acaba sendo subestimada por muitos que a desconhecem. Em contrapartida, surpreende pela trama e personagens, os quais prendem a atenção do leitor numa jornada repleta de tensão e desafios. Ainda que certas passagens possam ser quase previsíveis, o enredo mantêm sua cadência equilibrada sem perder o foco. A leitura também não se torna cansativa, até porque Verne é bem incisivo na proposta de cada capítulo. Outro fator bastante interessante que o livro nos mostra são as características sociais e culturais da antiga Rússia czarista, além de várias descrições geográficas detalhadas do país e seu território. Todo esse rico conjunto fez deste um de meus romances favoritos do autor.  

Por fim, vale ressaltar que, infelizmente, no Brasil, foram lançadas poucas edições com o texto integral desta obra. A maioria foi apenas adaptações condensadas que acabavam por subtrair muito do encanto original do livro. Pra quem quiser ler o texto completo e não perder nenhum detalhe desta incrível história, recomendo a edição brasileira lançada em 1965 pela editora Matos Peixoto (tradução de Joaquina da Nova Monteiro) ou ainda a edição em português de Portugal, lançada pela RBA em 2003 (tradução de Pedro Vidoeira, também disponível em e-book pela Centaur Editions).

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18/10/2021

Publicado em 18.10.21 por

Novos ares para a ficção científica brasileira

Cemitério de Plástico é um daqueles contos que prende a atenção do leitor do início ao fim através de uma leitura intrigante e ao mesmo tempo envolvente. A história não se força em dar detalhes demasiadamente desnecessários e prolixos no decorrer de suas 48 páginas, mas segue um rumo conciso e muito bem estruturado, usando ótimas influências ao seu favor. Indo desde Isaac Asimov, Philip K. Dick, até George Lucas, Vitor aproveita diversas inspirações, aplicando-as muito bem em sua obra e criando seu próprio universo ficcional.

As indagações do protagonista Dante frente à sua crise de identidade denotam os inquietos reflexos da alma humana em busca de respostas para o real propósito da vida. Aparentemente, tal argumento poderia incidir em um mero clichê, porém, o autor consegue explorar nuances peculiares ao tema, as quais ganham fôlego próprio durante a narrativa.

Em um país onde os escritores nacionais de ficção científica são poucos (e até mesmo desvalorizados por muitos leitores), Vitor Allenspach se sobrepõe e revela uma carreira promissora, chegando à uma altura digna de representar bem o gênero ao lado de outros novos talentos brasileiros como Giordano Mochel Netto e F.P. Trotta.

OBS: Este conto faz parte de uma coletânea intitulada À procura de vida inteligente, lançado de forma independente pelo autor.

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16/10/2021

Publicado em 16.10.21 por

Anamnese

 

Ele então olhou praquela rua onde tantas vezes brincara quando criança. As presentes mudanças tornaram aqueles velhos tempos tão distantes quanto a estrela mais longínqua numa noite de verão. Incontáveis recordações moravam ali, ainda que parcialmente esquecidas. Percebeu logo que não era apenas nostalgia que evocava esses pensamentos, mas um sentimento que transcendia a mera necessidade de lembrar. Precisava manter tais memórias sempre vivas, pois assim, não esqueceria jamais de sua própria essência. 

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14/10/2021

Publicado em 14.10.21 por

Ciência numa linguagem prática e objetiva

É muito interessante a forma como Asimov apresenta temas científicos de maneira tão clara e prática neste livro. Até mesmo os leigos no assunto não sentiriam dificuldades em compreender certos conceitos físicos, químicos e astronômicos abordados nesta coletânea de artigos. Apesar de possuir uma linguagem bem acessível, cada artigo (capítulo) exige atenção redobrada durante sua leitura, uma vez que o desenrolar dos temas vai abrangendo outras questões também pertinentes ao raciocínio discorrido. Alguns pontos até já podem ser considerados "datados", no entanto, nos mostram previsões que se cumpriram em nossos dias. Outras, porém, não ocorreram conforme o previsto (o que não invalida de forma alguma o trabalho do autor). Pro leitor que deseja conhecer um pouco mais de Asimov, esta é uma obra indispensável


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10/10/2021

Publicado em 10.10.21 por

Meus clássicos favoritos da literatura marítima

Desde criança, sempre fui apaixonado por histórias que apresentavam o mar como palco de suas aventuras. Aliado a isso, meu pai constantemente contava seus relatos de pescador durante os dias que ele passava em alto-mar. Na época, também sempre íamos à praia aproveitar as férias em pleno contato com a natureza, inclusive, nos alimentando da pesca local. Toda aquela atmosfera proveniente da maresia me encantava, e talvez isso tenha estreitado ainda mais minha afeição por aquele ambiente e pelos livros que falavam a respeito dele. Inspirado então nesse ilustre tema, resolvi indicar minhas 5 obras preferidas de ficção marítima.

Moby Dick (Herman Melville)

A épica caça à titânica baleia Moby Dick certamente é uma das histórias mais conhecidas do gênero. Sua influência é tão forte que até hoje temos indícios dela na cultura popular universal. Muitos leitores temem esse livro devido ao tamanho que ele possui, assim como as longas descrições categóricas a respeito dos cetáceos e do cotidiano dos baleeiros. Mas não se deixe desanimar, este é um clássico que merece cada segundo de sua leitura.

Vinte Mil Léguas Submarinas (Jules Verne)

Uma das principais obras do francês Jules Verne, que revela toda criatividade do autor numa trama bastante original e com personagens bem construídos. A ciência apresentada por Verne, ainda que especulativa em certos momentos, é fundamentada em argumentos e provas tecnicamente plausíveis. Além disso, há também o capitão Nemo, um dos melhores anti-heróis da literatura.

A Ilha do Tesouro (Robert Louis Stevenson)

Todo conceito e estereótipo que conhecemos dos piratas no cinema, séries e jogos vêm justamente desta obra. Stevenson moldou todo um imaginário baseado em elementos de várias histórias e lendas que ele próprio já conhecia em sua época, transformando tudo isso num magnífico universo repleto de perigos e desafios a serem enfrentados por uma tripulação na busca por riquezas enterradas em ilhas desconhecidas.

O Lobo do Mar (Jack London)

Certamente, este é um dos livros mais enérgicos desse autor, que capta com perfeição todas as nuances de uma inesperada aventura no mar, além de nos apresentar outro inesquecível capitão: o implacável Wolf Larsen. As discussões filosóficas que permeiam os diálogos entre o protagonista Van Weyden e o vilão Wolf Larsen estão entre as minhas preferidas.

O Velho e o Mar (Ernest Hemingway)

A sofrida sina do velho Santiago em sua terrível luta contra o audacioso marlim é uma das mais enigmáticas histórias marinhas que já li. Novamente, vemos o embate do homem contra a natureza em um acirrado duelo cheio de inquietações e reflexões sobre a vida.

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