Obra clássica no gênero de ficção científica, Da Terra à Lua é um dos livros mais "proféticos" de Júlio Verne, que com suas descrições detalhadas antecipou de maneira notável as conquistas da exploração espacial, a qual só viria à tona quase um século depois da publicação desse volume.
A história se inicia com a apresentação do "Gun Club", um clube de entusiastas de armas de fogo que, entediados após o fim da Guerra Civil Americana, procuram um novo desafio. Eles decidem então criar um projétil que possa ser disparado até a Lua e, a partir daí, a trama segue os membros do clube em sua busca pela realização desse feito, incluindo a construção de uma arma de fogo gigante e a escolha dos tripulantes que farão parte da missão.
Algo bem evidente nesse romance é que o autor quase não foca nos personagens, mas dá prioridade às questões técnicas que envolvem a tão cobiçada viagem à Lua. Na maior parte do tempo, há excesso de informações científicas a fim de dar mais solidez ao argumento da obra. Com tantos dados, tive a impressão de que Verne realmente escondeu alguns códigos secretos por entre a narrativa, pois nada ali parece ter sido colocado à toa (existem até mitos a respeito disso). Ao final de tudo, o livro encerra dando espaço para uma continuação que o autor só publicaria quatro anos depois, em 1869 (intitulada "Ao redor da Lua").
Apesar de apresentar pouca ação se comparado a outros títulos da série "Viagens Extraordinárias", essa aventura se destaca pela meticulosa abordagem astronômica numa época em que a tecnologia ainda estava longe de qualquer realização fora do planeta Terra. Além disso, a audácia de Barbicane e seus amigos também demonstra o quanto se pode conseguir fazer quando há pessoas trabalhando unidas em prol de um objetivo em comum, mesmo que seja algo aparentemente impossível de conquistar.
(Foto tirada no Centro de Convenções de Barreirinhas-MA)
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