27/05/2023

Publicado em 27.5.23 por

Trocas feitas no Skoob (parte 2)

Nossa segunda temporada de trocas também foi muito proveitosa. Como sempre, tive que ficar atento ao sistema Plus pois a frequência de solicitações por alguns títulos mais desejados é bastante alta. 

A seguir, fiquem com as sinopses de cada livro:

• A volta de Sherlock Holmes (Arthur Conan Doyle)

Com sua habilidade de dedução impressionante, o senso de humor ácido e a personalidade excêntrica, Sherlock Holmes é um dos personagens mais icônicos da literatura policial. Esse livro marca o retorno do famoso detetive após sua aparente morte em "O Problema Final", que havia sido publicado em 1893.

• São Bernardo (Graciliano Ramos)

Conta a história de Paulo Honório, um homem rude e ambicioso que começa como um pobre trabalhador rural e se torna um rico fazendeiro em uma região árida do Nordeste brasileiro. O livro também aborda questões sociais e políticas da época em que foi escrito, como a desigualdade econômica, a exploração dos trabalhadores rurais e a luta pela reforma agrária

• Paris é uma festa (Ernest Hemingway)

Se trata de uma obra autobiográfica que retrata a vida de Hemingway na Paris dos anos 20, quando ele era um jovem escritor em busca de reconhecimento. O livro é composto de uma série de relatos e memórias sobre lugares e pessoas que o autor conheceu durante seus anos em Paris, incluindo outros escritores famosos da época, como Gertrude Stein e F. Scott Fitzgerald.

• A estrada (Cormac McCarthy)

Narra a jornada de um pai e um filho que viajam por uma paisagem desolada e perigosa, em uma terra devastada por um evento cataclísmico não especificado. A história se concentra na luta diária da dupla para sobreviver em um mundo sem lei e nem esperança, enfrentando perigos como saqueadores, canibais e a escassez de alimentos e recursos.

• O coração é um caçador solitário (Carson McCullers)

Essa história se passa em uma pequena cidade sulista dos EUA onde vivem vários personagens à procura de compreensão num mundo solitário e alienante. O protagonista é John Singer, um surdo que se torna amigo e confidente de quatro pessoas bastante diferentes entre si. Cada um desses personagens busca em Singer uma espécie de consolo e entendimento, mas eles não conseguem enxergar que ele também é um indivíduo vulnerável e sozinho.

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20/05/2023

Publicado em 20.5.23 por

O subsolo de nosso próprio ser

Confesso que li "Memórias do Subsolo" com certa dificuldade, não apenas devido a escrita meio que "truncada" de Dostoiévski, mas também pela temática da obra. O livro é dividido em duas partes distintas e possui um tom confessional narrado por um personagem nem um pouco simpático ("O homem do subsolo"), o qual é uma pessoa amargurada com a sociedade e que se autodeclara como alguém de índole detestável. No decorrer de seu monólogo, ele vai dando diversas alfinetadas e destrincha uma série de questões a respeito da natureza humana.

Vale lembrar que o subsolo nesta obra seria tanto literal quanto simbólico, uma vez que o narrador mora no subterrâneo e seu discurso, plenamente subjetivo, se aprofunda também no âmago da alma. No tocante a isso, Dostoiévski tem uma capacidade ímpar de examinar a psiquê humana como se a estivesse expondo através de uma lupa e assim ele vai fundo até cutucar a ferida onde exatamente mais dói.

Por muitas vezes o protagonista me irritou, mas depois fui me acostumando com ele e analisando pausadamente cada uma de suas objeções. Por mais que não concordemos com boa parte daquilo que o mesmo fala, somos levados a observar as coisas sob a perspectiva dele e até concordar em alguns pontos.

Essa é uma obra com forte teor filosófico e existencialista, norteada por questionamentos pertinentes e um personagem que, em toda sua complexidade, facilmente representa as tensões e ansiedades do homem moderno.

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06/05/2023

Publicado em 6.5.23 por

Uma viagem de autodescoberta na Índia

Noturno Indiano é uma obra que nos transporta para os fascinantes cenários da Índia através da viagem de um homem em busca de um antigo amigo, chamado Xavier, o qual ele não via há muito tempo. Ao longo de sua peregrinação, ele se depara com diversas pessoas que o ajudam a enxergar uma ampla gama de interpretações sobre a vida e a espiritualidade e assim ele vai seguindo as pistas que vão aparecendo pelo caminho.

Aqui tenho de ressaltar que a narrativa poética e fluida de Tabucchi cria também um clima onírico repleto de incertezas. O autor aproveita bem essa ambientação para abordar temas como a busca pela verdade, a solidão e a complexidade das relações humanas, explorando tudo isso de forma profunda e reflexiva em paralelo com questionamentos existenciais.

Não obstante, no final das contas, a procura do narrador pelo seu amigo acaba se revelando em algo muito maior do que ele esperava, pois após viver uma série de experiências que o levam a indagar sua identidade e seus valores, ele encerra uma jornada de autoconhecimento que o trouxe diante daquilo que realmente precisava ser encontrado: o seu próprio eu.

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