28/12/2021

Publicado em 28.12.21 por

Leituras concluídas em 2021 (Meta Anual)

Esse ano que agora finda me foi bastante produtivo no quesito de leituras. Ao todo, li 25 livros da minha meta anual e ainda pude concluir minha segunda releitura da Bíblia Sagrada, que há tempos já estava em andamento. Incentivado pelo desafio do Skoob, firmei também o propósito de fazer uma breve resenha para cada uma dessas obras no decorrer dos meses que se passaram (com o tempo, irei publicá-las aqui também). 

Nesse meio tempo, também iniciei as atividades desse blog juntamente com meu perfil literário no Instagram, aproveitando as várias resenhas que eu já havia postado no Skoob durante a década passada. Com isso, eu e minha esposa começamos a tirar as fotos necessárias para as postagens, nos divertindo muito na procura por novos ambientes e inspirações que combinassem bem com as temáticas. Apesar de amadoras, cada foto foi tirada com muito carinho e dedicação.

Voltando às leituras de 2021, irei citá-las aqui como sugestão caso alguém tenha interesse. Essa é uma lista bem diversificada que até recebeu algumas alterações vez ou outra, mas representa de maneira idônea minha disposição na busca por obras que trouxessem assuntos e abordagens diferentes na ótica dos mais variados autores. Como todo leitor, tenho lá minhas preferências e isso também influenciou muito nessas escolhas.

Moby Dick (Herman Melville)

Contos do Escritório (Roberto Mariani)

Johnny não morreu (Brother Simion)

O Clube do Suicídio e outras Histórias (Robert Louis Stevenson)

Star Trek: Portal do Tempo (A. C. Crispin)

O Chamado da Floresta (Jack London)

Padre Sérgio (Liev Tolstói)

A Estrela do Sul (Júlio Verne)

Eu Sou a Lenda (Richard Matheson)

Perto do Coração Selvagem (Clarice Lispector)

O Homem que foi Quinta-feira (G. K. Chesterton)

Palmeiras Selvagens (William Faulkner)

Noites Brancas (Fiódor Dostoiévski)

O Último Dia de um Condenado (Victor Hugo)

Os Frutos Dourados do Sol (Ray Bradbury)

O Quinze (Rachel de Queiroz)

A Promessa & A Pane (Friedrich Dürrenmatt)

A Luz da Estrela Morta (Josué Montello)

Primeiro Amor (Ivan Turguêniev)

As Armas Secretas (Julio Cortázar)

Mesa de Vidro (Socorro Costa)

Das Estrelas ao Oceano: Contos de Ficção Científica (H.G. Wells, Jules Verne, H. P. Lovecraft e J. H. Rosny Aîné)

Sete Vidas - Sete Contos Mínimos de Gatos (Heloísa Seixas)

Um Cântico de Natal e outras Histórias (Charles Dickens)

Contos Húngaros (Dezsö Kosztolányi, Gyula Krúdy, Géza Csáth, Frigyes Karinthy)

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24/12/2021

Publicado em 24.12.21 por

As belas nuances do Natal

Como exímio escritor, Charles Dickens conduz muito bem suas histórias de uma maneira que podemos encontrar nelas até elementos que precedem à linguagem cinematográfica (isso é notável sobretudo na novela Um Cântico de Natal). Há quadros tão bem traçados que é impossível não imaginarmos certas cenas com uma riqueza ímpar de detalhes. Vale destacar também que a maior parte dos enredos apresenta questões sociais em passagens que denunciam a triste condição de pobreza que já assolava os menos favorecidos naquela época (quesito este bastante abordado pelo autor em várias de suas obras).

Como era de se esperar, as festividades de Natal são o pano de fundo de todas as oito histórias presentes nesse volume, mas isso não torna a temática desgastada durante a leitura, até porque Dickens sabe dar um tratamento distinto para cada conto. Seja em narrativas com influências fantásticas ou simplesmente nos relatos de confraternizações natalinas, passeamos naquilo que há de mais interessante no gênero, mesmo que em alguns momentos o autor exagere um pouco na carga melodramática.

Incisivamente, Dickens consegue nos transmitir a alegria pura e memorável do Natal de um jeito tão encantador quanto reflexivo. É como se estivéssemos ao pé da lareira, numa véspera natalina, atentos à sua voz enquanto ele nos conta uma de suas histórias. Com certeza, não há melhor forma de se comemorar uma data tão emblemática assim que não seja em contato direto com as velhas e saudosas tradições do passado.

Destaques: 

A História dos duendes que raptaram um coveiro
Um Cântico de Natal em prosa 
O Homem possesso e o pacto com o Fantasma

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22/12/2021

Publicado em 22.12.21 por

Engenhosidade divertida


Essa foi minha primeira experiência com uma obra de Agatha Christie e posso afirmar que foi bem satisfatória. Comecei sem esperar por uma trama "psicologicamente densa", até porque já imaginava que a leitura seria leve e descontraída (o que realmente foi). Não que um romance policial não possa ser fortemente complexo na construção de seus personagens e narrativa, mas em se tratando de Agatha, creio que a proposta é justamente trazer uma história que, mesmo sendo repleta de mistérios, não se torne muito extensa e que sirva mais como uma leitura recreativa (apesar de certamente também existir elementos críticos/sociais que mereçam destaque em muitas de suas obras).

Considero Assassinato no Expresso do Oriente bastante engenhoso e com um final bem inesperado. A fórmula apresentada no enredo pode parecer "clichê" para o leitor contemporâneo, até porque o estilo utilizado já foi demasiadamente explorado pela indústria cinematográfica e outros livros do gênero policial. No entanto, aqui a autora usa tal receita com muita originalidade e maestria, sem nunca perder o fio da meada.

Assim como outros escritores que tiveram uma prolífica produção literária, Agatha Christie pode ter tido seus altos e baixos, mas certamente, esta se encontra entre suas melhores obras.

Obs: Se você nunca leu nenhum livro de Agatha que traga Poirot como protagonista, aconselho a começar por O Misterioso Caso de Styles, o qual narra a primeira aparição do famigerado detetive.


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20/12/2021

Publicado em 20.12.21 por

Livros adquiridos no final de 2021


Esse final de ano superou minhas expectativas quanto ao número de livros adquiridos. A princípio, esperava conseguir no mínimo uns dois exemplares na Black Friday, mas os cupons de desconto, juntamente com alguns vale-presentes que ganhei na Ipsos iSay e na Lifepoints, favoreceram bastante minha cesta de compras. Além do mais, os preços de vários títulos haviam caído muito em relação ao preço de capa, isso sem contar com o frete grátis disponível. A seguir, irei listar as obras que obtive no fim de 2021, incluindo uma cortesia que ganhei num sorteio do Skoob.

Contos (Jack London)

Eu já havia falado em outra publicação sobre a aquisição de um pequeno volume de contos do autor, no entanto, percebi depois que aquela coletânea não incluía duas das histórias que eu procurava: "O mexicano" e "Fazer uma fogueira". Quando encontrei um exemplar seminovo que tinha esses contos por apenas R$ 4,90 não pude deixar a chance passar.

O Dorminhoco (H.G Wells)

Recentemente, eu havia lido dois contos apocalípticos de Wells e gostado bastante, por isso, decidi arriscar também nesta distopia. Na época em que ela saiu numa edição inédita pela Carambaia fiquei deveras interessado, mas desisti devido ao alto preço do box. Contudo, de forma inesperada, a editora Principis veio lançar esse mesmo título agora em 2021 e com um preço bastante módico.

Amor e Guerra em Canudos (Lourenço Cazarré)

A Guerra de Canudos sempre me fascinou desde a época do Ensino Fundamental e era um dos meus assuntos preferidos nas aulas de história do Brasil. Para minha surpresa, no início de novembro, ganhei uma excelente cortesia do Skoob que aborda justamente esse tema. Trata-se de uma ficção inspirada nesse famigerado conflito e que envolve a disputa de dois rapazes pelo coração de uma jovem chamada Maria Guilhermina.

A Cor Púrpura (Alice Walker)

Quando assisti à adaptação estrelada por Whoopi Goldberg, não sabia que o filme havia sido inspirado no livro homônimo. Esse logo entrou pra minha lista de desejados, ainda mais, por me interessar pela sua temática, que trata de racismo e escravidão na região sulista dos EUA na primeira parte do século passado. 

Velas Escarlates (Alexander Grin)

Comprei esse livro numa promoção e por mera curiosidade, induzido pelo fato de ele ser um clássico russo moderno. A sinopse apresenta uma história romântica aparentemente ingênua, mas me atraiu pelo contexto histórico no qual ela foi escrita. 

Meridiano de Sangue (Cormac McCarthy)

Esse clássico norte-americano estava esgotado faz um bom tempo e dificilmente era encontrado em sebos. Agora, com o relançamento feito pela Alfaguara, muitos poderão ter acesso a esta impactante obra, a qual pelo que já pude perceber, ainda causa assombro e receio em muita gente. Ainda não li nada do McCarthy, mas esse livro promete ser uma leitura visceral e marcante. 

Norte e Sul (Elizabeth Gaskell)

A contemporânea das irmãs Brontë foi uma das descobertas que fiz enquanto procurava saber mais a respeito da literatura Inglesa do século XIX. Seu livro mais aclamado foi minha primeira opção para começar a conhecer sua obra. Neste romance, há várias referências à Revolução Industrial, além de uma forte ênfase nos conflitos entre empregadores e trabalhadores da época.

Seis contos da era do Jazz e outras Histórias (F. Scott Fitzgerald)

Conheci Fitzgerald quando li O Grande Gatsby há alguns anos e depois disso fui atrás de outros dois romances dele a fim de explorar mais do autor posteriormente. Contudo, faltava na minha estante alguns de seus famosos contos e essa coletânea veio na hora certa pra suprir essa lacuna.

Thérèse Desqueyroux (François Mauriac)

Esse título foi um dos mais cobiçados da Cosac depois que a mesma encerrou suas atividades (até onde sei, a única edição brasileira que existia por aqui era aquela da coleção Prosa do Mundo). Muitos colecionadores se desesperaram, mas fiquei na expectativa de que outra editora relançasse a mesma tradução dessa obra (feita pelo célebre Carlos Drummond de Andrade). Para nosso contentamento, a José Olympio fez isso em 2019, ainda que de forma simples, mas caprichada.

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16/12/2021

Publicado em 16.12.21 por

Relações implacáveis

Wuthering Heights pode até ser deprimente e melancólico em boa parte, mas a leitura não se torna desinteressante por causa disso, ao contrário, seus personagens são tão controversos que chamam atenção pela complexidade de seus gênios. Heathcliff, Catherine, Hindley e todos os outros integrantes da história são plausivelmente humanos, formando um panorama bastante convincente que poderia muito bem ter acontecido na vida real. Toda sequência de episódios envolvendo os Earnshaw e os Linton é um retrato perfeito das crises familiares em seu estado mais mordaz e altivo, assim como das consequências resultantes de qualquer atitude nefasta cultivada dentro do seio familiar.

Quanto às questões preconceituosas abordadas no livro, as mesmas não estão lá para fazer apologia à discriminação racial/social, mas sim como alerta contra tais mazelas, uma vez que a autora mostra os efeitos nocivos causados pelas mesmas e como isso afeta a convivência até mesmo nos círculos mais íntimos.

No fim de tudo, as intenções de Heathcliff podem facilmente ser classificadas como doentias, ainda que o mesmo possa ter lá suas "razões" de vingança. Cathy também demonstra diversas atitudes de caráter duvidoso em muitas passagens, o que expõe sempre seus conflitos como uma ferida aberta que não quer cicatrizar. É bom notar que Brontë deixa certas "entrelinhas" em algumas partes, ficando à critério do leitor a interpretação das ambiguidades presentes na obra. Esta seria então uma história de amor? Talvez, mas não a leia esperando um "romance açucarado" aos moldes de Hollywood. Aguarde somente pelo choque de realidade que a trama pode lhe causar.


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14/12/2021

Publicado em 14.12.21 por

Excelente tema, pouco aproveitamento


A trama de No Mar possui um ótimo pano de fundo (paternidade e viagem marítima foi uma excelente junção), no entanto, a narrativa parece perder o ritmo em várias partes, o que não é compensado nem mesmo com a leve prosa de Heijmans. Ao longo do livro tentei sentir empatia pelo protagonista, mas confesso que não consegui me ater a quase nenhum de seus sentimentos, ainda que os mesmos fossem razoavelmente críveis.

Creio que o autor poderia ter explorado um pouco mais a temática apresentada, uma vez que o texto passa uma visão um tanto rasa do ponto de vista do narrador em primeira pessoa (confesso que esperava mais densidade psicológica da parte de Donald). O final abrupto também deixou a desejar, dando a impressão de que faltou algo no último capítulo. Ainda assim, esse é um bom livro para ser apreciado sem muitas pretensões.


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12/12/2021

Publicado em 12.12.21 por

Cotidiano Revelador

Histórias que retratam as minúcias óbvias do cotidiano são excepcionais para mim, principalmente, quando trazem pequenas epifanias que são manifestas em coisas que muitas vezes passam desapercebidas aos nossos olhos. Os contos de João Carrascoza trazem um aspecto familiar delicioso que nos transportam àquelas situações vividas com parentes e amigos em experiências simples do dia a dia. São acontecimentos aparentemente banais, mas que se revelam com um caráter "descobridor" na escrita de Carrascoza. 

Me identifiquei praticamente com todas as narrativas desse volume e me peguei refletindo diversas vezes sobre o quanto os breves momentos da vida nos trazem preciosas lições que nem sempre são aproveitadas, lições estas que nos ajudariam a entender melhor o mundo e encarar a realidade de uma forma muito mais agradável.

Destaques:
O Vaso Azul
Travessia
Dias Raros

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10/12/2021

Publicado em 10.12.21 por

Algumas músicas internacionais que fazem referências literárias

Semelhante à última postagem feita sobre o assunto, irei mencionar a seguir 5 músicas que fazem alusões à obras literárias, mas dessa vez, serão composições internacionais em língua inglesa.

Wuthering Heights (Kate Bush)
O maior sucesso de Kate Bush é baseado no clássico O Morro dos Ventos Uivantes. A letra da canção faz referências diretas ao livro de Emily Brontë, usando até mesmo várias falas da personagem Catherine Earnshaw.


1984 (David Bowie)

A inspiração dessa música veio da distopia homônima de George Orwell e a letra aborda justamente a questão do controle feito pelo sistema. Bowie, inclusive, tinha o propósito de criar um musical baseado nessa obra, porém a viúva do autor não liberou os direitos para adaptação.



For Whom The Bell Tolls (Metallica)
A letra dessa música foi baseada no romance Por Quem os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway. Tal como o livro, ela apresenta uma crítica ao horror e futilidade da guerra. 


Tom Sawyer (Rush)
A banda canadense fez uma analogia interessante ao relacionar o protagonista do famoso romance de Mark Twain com a figura do rebelde moderno. De acordo com o baterista Neil Peart, a letra também fala sobre como reconciliar o garoto e o homem dentro do indivíduo.


The Rocket Man (Elton John)
Baseada no conto de mesmo nome (presente na coletânea O Homem Ilustrado, de Ray Bradbury), essa canção narra a história de um astronauta que viaja rumo à Marte, deixando para trás sua família na Terra.

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08/12/2021

Publicado em 8.12.21 por

O peso da culpa numa mente criminosa


De forma excepcional, Dostoiévski perscruta a alma humana com ampla visão de alcance. A intensidade emocional e psicológica de Crime e Castigo é uma experiência única, capaz de mudar para sempre a perspectiva crítica do leitor. A cadeia de acontecimentos da trama é muito coesa, permanecendo firme mesmo em meio aos longos diálogos entre os personagens, diálogos esses que enriquecem a narrativa em todos os pontos possíveis. A imersão que esta obra me proporcionou me fez sentir cada emoção e pensamento dos personagens de maneira tão forte que fiquei perplexo por dias. Realmente, não é à toa que Dostoiévski é um dos maiores escritores da história.

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06/12/2021

Publicado em 6.12.21 por

Frankenstein em sua forma original

Confesso que antes de ler este romance possuía uma ideia completamente diferente dele. Vi logo que isso era fruto dos anos de influências das adaptações cinematográficas que Frankenstein sofreu no decorrer do último século. Fiquei surpreendido quando pude constatar que a história original era muito diferente dos filmes (e animações) inspirados na obra. Considero, inclusive, o livro muito superior em todos os aspectos, principalmente, pelo fato de o protagonista ser o próprio Dr. Frankenstein (revelando suas crises e temores), e não o monstro criado por ele. A propósito, a narrativa é bastante profunda e até mesmo filosófica, não sendo em nenhum momento enfadonha como já ouvi muita gente dizer. As relações entre transgressão e culpa são pontos muito bem trabalhados na trama, assim como as consequências decorrentes das atitudes de Victor. É certo que muitas passagens possuem uma atmosfera até deprimente, mas isto faz parte do contexto da história e não é algo que possa ser considerado incômodo ou apelativo.

Além das críticas ao cientificismo e à sociedade do século XIX, a obra também tem muito a dizer a respeito da própria essência da natureza humana em confronto com os medos criados por nós mesmos. Ainda assim, cabe ao leitor descobrir quais elucidações lhe virão à tona durante sua análise de Frankenstein, pois este é um clássico que vai além das inúmeras releituras que a obra recebeu, não se limitando apenas a um tipo de interpretação.

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04/12/2021

Publicado em 4.12.21 por

Dicas de Contos #3

Dando prosseguimento à nossa série de dicas, irei continuar diversificando os estilos e autores sugeridos. Alguns contos fogem de obviedades, mas são igualmente icônicos em sua forma de abordar temas interessantes e reflexivos.

A Cartomante (Machado de Assis) - Onde encontrar: existem dezenas de antologias que trazem esse famoso conto do Machado, mas vou indicar aqui a edição da SESI-SP por ela apresentar um tratamento caprichado para essa obra. Você também pode ler este conto online, já que ele está em domínio público.

Um Artista da Fome (Franz Kafka) - Onde encontrar: Um Artista da Fome / A Construção (Cia das Letras); Blumfeld, um solteirão de mais idade e outras histórias (Civilização Brasileira).

     

✔ Noite de Natal (Nikolai Gógol) - Onde encontrar: O Capote de outras histórias (Editora 34). Você também pode baixar esse conto numa amostra gratuita disponível nesse link.

✔ A Mosca (Katherine Mansfield) - Onde encontrar: 15 Contos Escolhidos (Record); Contos: K. Mansfield (Cosac Naify).

     

✔ O Vasto Mundo lá Fora (Ray Bradbury) - Onde encontrar: Os Frutos Dourados do Sol (Francisco Alves / Círculo do Livro).

    
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02/12/2021

Publicado em 2.12.21 por

Mestre da Ficção Científica

Isaac Asimov possuía uma facilidade enorme em escrever histórias de ficção científica sem ser piegas ou óbvio demais na construção de enredos e personagens. Mesmo hoje, seus contos soam autênticos o bastante para não caírem no esquecimento e sua influência continua forte na cultura pop. Todas as nove histórias presentes nesta obra demonstram o quanto Asimov estava à frente de seu tempo não somente quanto à concepção de muitos avanços tecnológicos, mas também no tocante à evolução do comportamento humano em meio a tais inovações. Algumas ideias utilizadas pelo autor podem até parecer "clichê" para o leitor contemporâneo (tão acostumado aos "modismos" de Hollywood), mas devemos levar em conta também a época em que esse livro foi escrito, assim como a perspectiva de futuro que a maioria das pessoas tinham até a metade do século XX. Enfim, esta é uma leitura recomendada principalmente para quem ainda não teve nenhum contato com as obras de Asimov, pois aqui se encontram certas bases fundamentais para se compreender o universo criado pelo mesmo.

Destaques:
Robbie
Andando em círculos
Evidência


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