16/04/2022

Publicado em 16.4.22 por

Do policial ao surreal


Diferente de tudo que eu imaginava, O Homem que foi Quinta-feira me foi uma grata surpresa. A dinâmica narrativa se ajustaria muito bem a um roteiro cinematográfico sem quaisquer ressalvas adicionais. Tudo se passa de maneira tão instigante que imergimos sem precedentes na história, onde temos o resoluto protagonista Gabriel Syme dando um equilíbrio mais do que necessário ao enredo em momentos onde o suspense se alterna até mesmo com o cômico.

O ar onírico da reta final da aventura me deixou um tanto perplexo e confesso que alguns pontos permaneceram um mistério para mim, mas como o próprio subtítulo do livro diz ("Um Pesadelo") levei em consideração que nem sempre as coisas precisam fazer total sentido quando se está sonhando.

Dessa forma, atribuir a esse livro analogias voltadas a parábolas ou simbolismos afins não invalidam em nada a construção do romance. De igual modo, a roupagem de gênero policial não destoa do desfecho, ainda que o mesmo seja divergente para muitos leitores.

Obs: em edições mais recentes, esse livro pode ser encontrado com o título de "O Homem que era Quinta-feira".