A cada leitura que faço das obras de Verne fico surpreso com a precisão de dados científicos e geográficos que ele usava pra enriquecer a trama. Tais detalhes não são lançados de maneira aleatória, mas se enquadram perfeitamente em cada capítulo. Mesmo que várias passagens tenham certo teor didático, isso não atrapalha a narrativa, pelo contrário, cria a atmosfera ideal para a aventura.
Em A Estrela do Sul temos uma história que se passa na África Austral, em meio ao frenesi da caça aos diamantes no século XIX. Nesse contexto, o autor aproveita para tecer críticas ao colonialismo inglês e à exploração desenfreada ocorrida naquele território durante esse período. Guiado até lá por mero interesse científico, o protagonista Cipriano se vê mergulhado num mundo de conflitos e ganância, onde logo enfrentará diversos desafios em prol da mão de sua amada Alice, filha de um rico proprietário de terras.
Dos romances menos conhecidos de Verne, este se tornou um dos meus favoritos. Uma boa dose de diversão e aventura do jeito que só o autor francês sabia contar. Leitura leve e instigante que recompensa com boas surpresas e imaginação de sobra.
.jpg)

