O início desse ano rendeu alguns livros interessantes para nosso acervo. Como quase sempre, me ative aos preços promocionais de obras que eu já estava de olho há algum tempo. Abaixo, comento um pouquinho a respeito de cada exemplar adquirido no primeiro bimestre.
• A Inquilina de Wildfell Hall (Anne Brontë)
Considerada a principal obra da caçula dos Brontë, este livro é um dos romances mais chocantes da Era Vitoriana. Há nele críticas pertinentes ao alcoolismo, à falsa moralidade e aos relacionamentos conjugais abusivos, além de abordar a luta da mulher pelos seus direitos.
• Ficções (Jorge Luis Borges)
Dentre os autores latino-americanos clássicos, Borges é um dos que eu ainda não tive contato até agora. Talvez, isso se deu mais pelo meu receio quanto à fama de dificuldade que os textos dele possuem. No entanto, resolvi não atentar pra isso e escolhi essa seleção de contos como porta de entrada para sua obra, a qual, pelo que já soube, passeia bastante pelo realismo fantástico.
• As Brasas (Sándor Márai)
Me interessei por Márai após ler algumas obras da literatura húngara e ter gostado bastante. Vi indicações boas quanto a esse livro e mesmo que esta edição não possua uma tradução direta, achei que valeria a pena tê-la. A trama é basicamente simples e conta a história de dois amigos que não se veem há 41 anos e pretendem se reencontrar.
• Gente Pobre (Fiódor Dostoiévski)
A obra de estreia de Dostoiévski é uma pequena novela epistolar, mas que já apresentava muitas das características que iriam fazer parte do estilo do autor. Essa edição da Principis conta com o texto integral da obra e tradução direta do russo feita por Irineu Franco Perpétuo.
• O Natal de Poirot (Agatha Christie)
Já garantindo minha leitura natalina desse ano, consegui uma nova edição dessa aventura de um dos detetives mais famosos da ficção policial: Hercule Poirot. Pela sinopse, é uma história que envolve conflitos familiares e ganância, além da investigação de um terrível assassinato.

