Antes de tudo, quero ressaltar aos leigos que o conceito de tijolão se refere a livros grandes (calhamaços), que demandam bem mais tempo para serem concluídos não só pelo tamanho, mas também pela densidade da trama. Já havia lido alguns assim antes, mas não tinha pretensões de criar uma meta a respeito deles, principalmente, por ter receio de abandonar a leitura caso não tivesse maturidade suficiente para compreender certas referências.
Foi durante a quarentena de 2020 que dei início então a um modesto projeto de leitura que se basearia em ler pelo menos um tijolão por ano. O primeiro foi Os Miseráveis (Victor Hugo), que inclusive, se tornou um dos livros favoritos da minha vida, chegando ao notável feito de me arrancar lágrimas no final. Em 2021, foi a vez de Moby Dick (Herman Melville), um livro que tem muita fama de ser tedioso e difícil, mas que pra mim, foi uma experiência sem igual. Agora em 2022, iniciei Guerra e Paz (Liev Tolstói), que já garante ser um grande marco também.
As próximas obras dessa imponente lista são: Dom Quixote, O Conde de Monte Cristo, David Copperfield, Anna Kariênina, Norte e Sul, As Vinhas da Ira, A Casa Soturna, A Montanha Mágica, A Divina Comédia e Paraíso Perdido. Na medida em que eu for adquirindo outros tijolões, irei incluí-los na sequência, dando prosseguimento ao projeto anual. Devido a grande correria em meio ao trabalho, tenho dado preferência a essas leituras mais extensas somente no período das férias, pois assim fico mais à vontade e sem muitas pausas durante a semana.

