Desde criança, eu sempre gostei de colecionar itens específicos, indo desde figurinhas até latas de refrigerante. Esse hobby continuou na adolescência com os CDs e se intensificou na vida adulta com a minha biblioteca particular. Passei anos correndo atrás de exemplares raros ou que estivessem dentro da minha área de interesse, claro que não apenas no intuito de "tê-los", mas principalmente, para apreciar todos os benefícios que tais artigos poderiam me oferecer.
No caso dos CDs, o valor sentimental que um álbum tem pra mim é o fator primordial para adquiri-lo. Quanto aos livros, tudo sempre girou em torno da minha curiosidade, seja no tocante a obras clássicas ou não. Minhas aquisições são guiadas por esse critério e não gosto de forçar a barra para comprar algo só porque está na moda.
Apesar de vários riscos que assumi no decorrer dos anos, nunca me endividei por conta disso, mas houve alguns casos em que quase exagerei na dose e tive que estabelecer limites claros para os meus gastos, senão, acabaria por desequilibrar minhas finanças, além de me tornar um mero acumulador.
Hoje, compreendo que é necessário manter o colecionismo dentro de limites saudáveis, com muita autoconsciência e moderação. Colecionar é maravilhoso, mas é necessário que essa paixão esteja alinhada com um propósito claro e realista, evitando que o desejo de possuir se sobreponha ao prazer genuíno de explorar e desfrutar das experiências que cada item proporciona.


