Natal é época de confraternização e renovo, ou pelo menos, deveria ser. Em se tratando de Agatha Christie, nem essa data tão venerada escapa de ser palco de mais um sórdido crime. Quanto a isso, nessa aventura de Poirot, conhecemos a complicada família Lee. Cada parente possui algum atrito envolvendo traumas ou desentendimentos do passado em relação ao inescrupuloso patriarca Simeon Lee, que resolve convidar todos para passar o Natal em sua velha e solitária mansão. Desses conflitos familiares gera-se então o pivô que irá desencadear num assassinato e colocar os convidados na posição de suspeitos do crime. Com a intenção de ajudar o superintendente Sugden no caso, Hercule Poirot aparece para investigar o homicídio e acaba roubando a cena (pra variar).
O background dessa obra é simples, mas construído de forma bastante convincente. A autora trabalha bem os diversos personagens ainda que os capítulos sejam pequenos (levando em consideração que este é um livro com menos de 300 páginas). Assim como em outros livros da Agatha, os suspeitos passeiam numa gama de interações que giram em torno do crime, ora deixando pistas nas entrelinhas, ora omitindo certos detalhes que só virão à tona quando o quebra-cabeças começar a ser montado. No que se refere a isso, Poirot e suas "células cinzentas" nunca deixam passar nada desapercebido.
Apesar do clima sério da história, essa foi uma leitura bem fácil e divertida de se fazer. Não foi dessa vez que descobri o assassino, mas quem sabe, da próxima. A ilustre Rainha do Crime tem sempre uma carta escondida na manga pra nos surpreender.
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