As crônicas de Rubem Alves sempre nos remetem a uma análise diferenciada e ampla sobre os inúmeros aspectos de nosso cotidiano. Em A Festa de Maria isso não é diferente: o autor perpassa seu pensamento em analogia a experiências comuns, porém profundas, do ser humano em sua existência. Intertextualizando seus escritos com os de Alberto Caeiro, Carlos Drummond de Andrade, Nietzsche, Santo Agostinho e até metáforas do Tao Te Ching, Rubem Alves consegue extrair lições sobre verdades essenciais da vida tendo como base a franqueza aliada à pura razão simples. De maneira prática e interessante, o autor ainda divide o livro em quatro etapas distintas, como se cada uma fosse um tipo de refeição: aperitivos, carnes, bebidas e sobremesas. Assim, gradativamente, os assuntos são abordados dentro de uma perspectiva que, além de plausível, se torna agradavelmente eficaz para o entendimento do leitor.
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