Tinha saudade de escutar. Ouvir, meditar, se debruçar nas infinitas melodias do pentagrama musical. Aumentar o volume e apenas se deixar levar pelas ondas sonoras de uma linda canção.
Mesmo quando queria se distanciar, a música sempre o encontrava. Resolveu então não mais fugir e apreciar cada momento que esse deslumbre podia lhe proporcionar.
Precisava voltar a ouvir os seus velhos discos, dizia para si mesmo. Tudo aquilo era um "pequeno grande mundo" que ainda conservava algo deveras precioso em suas memórias: a música que jamais morre, o doce som que nunca se esvai.


