O consolo que ele achava poder encontrar em todo aquele universo virtual não passava de uma mera ilusão. Redes sociais, curtidas, vídeos breves, informação rápida... Tudo era muito instantâneo e superficial. Não havia a profundidade que se prometia e logo o vácuo da solidão enchia sua alma de nada. Era uma contradição até intrigante: estar cheio de vazio (inclusive, já tinha ouvido essa expressão na letra de uma antiga música).
Enfim, procurar refúgio naquilo que aparentemente estava munido de tantas atrações e novidades oriundas da tecnologia era como correr atrás do vento, uma vez que tais espetáculos apenas o condicionava a uma dependência emocionalmente doentia e compulsiva. Ver-se livre disso seria seu verdadeiro conforto. Seria estar em plenitude mesmo quando tudo ao redor emanasse somente angústia e aflição.


