Em 2024, esse clássico alemão completa 100 anos e nada mais propício do que entrar de cabeça nessa que é uma das mais emblemáticas obras da literatura mundial. Escolhi esse tijolão pois ainda não havia lido nada de Thomas Mann e queria vencer o receio que tinha quanto ao tamanho e complexidade desse livro.
Diferente do que fiz nos anos anteriores, elaborando apenas um resumo dos capítulos enquanto registrava o histórico de leitura no Skoob, desta vez não tive disposição pra isso e achei até que seria fastidioso, dado que "A Montanha Mágica" apresenta uma linha um tanto peculiar em sua forma, focando longas conversas e descrições meticulosas.
A impressão que tive no início era de que o enredo andava em círculos, repleto de trivialidades e sem grandes acontecimentos. As discussões filosóficas, apesar de pertinentes, soaram um tanto maçantes em determinados momentos. Ainda assim, as que achei mais curiosas foram aquelas que tratavam da natureza do tempo e da mortalidade.
Pude perceber também que a história traz muitos simbolismos, o que exigiu maior atenção para compreender as várias camadas de significado que foram surgindo (tive até que pesquisar algumas referências). Não achei a leitura em si muito densa, mas a narrativa lenta e a falta de ação em grande parte do livro me cansaram bastante. No entanto, meu esforço foi recompensado pela ótima escrita de Thomas Mann e as demais passagens fluíram sem problema.
De resto, como agora que passei da metade do livro, muita coisa ainda está por vir e irei concluir minhas impressões na postagem da resenha definitiva. Até lá, continuarei fazendo meus apontamentos e evitando ser curioso demais com spoilers, rsrsrs.


